Especialidade
Halitose: diagnóstico real para um problema real
Você escova os dentes três vezes por dia.
Usa fio dental.
O mau hálito volta em uma hora.
Existe uma razão — e ela tem diagnóstico.
O problema
Por que o hálito volta mesmo com higiene perfeita?
Bactérias na língua
A saburra lingual — camada bacteriana formada em toda a superfície da língua, em especial na parte posterior — é responsável por até 60% dos casos de halitose intrabucal.
Redução salivar
A xerostomia (sensação de boca seca) favorece a proliferação bacteriana. Medicamentos, estresse e respiração bucal são causas frequentes.
Causas sistêmicas
Em 10% dos casos, a origem é extrabucal: sinusite, rinite, vias aéreas, refluxo gástrico, doenças renais ou hepáticas.
Entenda
Halitose intrabucal vs. extrabucal
Halitose intrabucal (90% dos casos): originada dentro da boca — saburra lingual, gengiva, baixo fluxo salivar, cáseos amigdalianos e descamações. Os compostos sulfurados voláteis (CSV) são os principais responsáveis pelo odor.
Cárie e próteses mal-adaptadas também contribuem, mas são as causas menos problemáticas — e costumam ser as primeiras a receberem a culpa.
Halitose extrabucal (10% dos casos): originada fora da boca — sinusite, rinite, vias aéreas superiores, refluxo gastroesofágico, doenças renais ou hepáticas. Exige investigação multidisciplinar.
O diagnóstico diferencial entre as duas formas é fundamental para um tratamento eficaz.
Diagnóstico
Como identificamos a causa
- 1Anamnese detalhada (hábitos, medicamentos, histórico)
- 2Exame organoléptico — avaliação direta do odor por especialista
- 3Sialometria (taxa salivar) — mede o fluxo e a qualidade da saliva
- 4Avaliação da saburra lingual e condição periodontal
- 5Avaliação da garganta
- 6Encaminhamento a especialistas parceiros quando necessário
Dúvidas frequentes
Perguntas sobre halitose
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